quinta-feira, 11 de maio de 2017

INSENSIBILIDADE CRISTÃ


Vivemos num mundo pós-moderno em que, inevitavelmente e gradativamente estamos se moldando em formas de diversos tamanhos, das quais tem o formato, individualista, hedonista, pragmática, etc.
As pessoas se tornam individualistas porque se deixaram levar em uma tendência circunstancial de não pensar senão em si, buscando uma liberdade de toda solidariedade com seu grupo social, e desenvolve excessivamente o valor e os direitos do indivíduo. Tornam-se hedonistas, porque buscam incessantemente pelo prazer como um bem supremo. Tornam-se pragmáticas para pular etapas considerando a utilização prática em oposição à teoria, analisando as coisas através de uma abordagem pragmática. Utilizando a filosofia utilitária, onde a corrente de pensamento que se pauta no uso prático de uma ideia, como o principio básico de sua verdade e êxito.
E quais são os reflexos de tudo isso? Quais são as camadas da sociedade que absorvem tudo isso, que não questionam, que não avaliam, que não discernem? Todas as camadas sociais.
Qual é o conceito de insensibilidade? É condição ou particularidade de quem (ou do que) não é sensível aos estímulos físicos: insensibilidade ao calor. Que não se consegue emocionar; que não consegue ter sentimentos amorosos, afetivos, etc.; indiferença. Falta de percepção; indiferença aos detalhes de teor estético ou intelectual. Quando assiste a um filme dramático não consegue derramar lágrimas.
Por que nos tornamos insensíveis?  A insensibilidade surge quando, em nosso ponto de vista, em nosso conceito algo se torna monótono, repetitivo, onde perdemos o interesse, por parecer que aquilo se tornou sem muita importância para nós agora.  Sempre queremos algo novo e deixamos de perceber que muitas coisas antigas tem seu valor mesmo no âmbito atual de nossa era tecnológica. A insensibilidade nos prega uma peça, e não conseguimos enxergar verdadeiramente os valores que estão por trás de tudo aquilo, não conseguimos discernir o que é mais importante, que é prioridade.
A conotação da palavra “sensibilidade” ao longo do tempo ficou atrelada mais a quem é emotiva, assim também essa palavra ficou mais ligada à mulher, que é considerada mais sensível, que se derrete facilmente em qualquer circunstância que exige mais emoção. No entanto a sensibilidade faz parte do ser humano, quer seja homem ou mulher.
Talvez você que é jovem, seja insensível com o mais velho, então sugiro que procure conversar com um idoso em sua calçada, sentando com essa pessoa, por pelo menos uma hora. Talvez você diga que não tem tempo para isso, mas se o fizer verá o quanto é importante ser sensível nessa área.
Sempre achei interessante conversar com idosos, eles sempre tem algo a nos ensinar. Hoje já estou ficando velho (54 anos) e já percebo que há insensibilidade da parte dos jovens em minha volta, já está sendo expressivo.
Não somos insensíveis somente com os idosos, somos insensíveis com nossos pais, com nossos filhos, com nossos cônjuges, com os mais pobres, com os mais ricos, com os mais cultos, com os menos cultos, com os descrentes, e com os crentes.
Por que somos insensíveis com os outros? Porque não conhecemos aquele que teve a sensibilidade com toda sua criação. Que olhou para o homem caído indigno de sua presença, e mesmo assim se preocupou com ele. A insensibilidade está atingindo nosso relacionamento com Deus.
A insensibilidade mascara os sentimentos verdadeiros e nos deixa com corações duros e egocêntricos.  Jesus foi sensível com as situações de todos aqueles que o procuravam e deu oportunidades, nas quais alguns aproveitaram e outros deixaram escapar. Ele foi sensível com a mulher fenícia, com a mulher samaritana, com o fariseu, com o publicano, com a prostituta e com o jovem rico. Todos tiveram o prazer de sentir a demonstração do Criador em sua atitude de reconhecer suas necessidades.
Nossa insensibilidade no contexto atual mostra que não conseguimos absorver um dos ensinos mais importantes para nossa vida cristã.
Não suportamos a insensibilidade dos outros, porque temos a mesma atitude, e não conseguimos enxergar, na maioria das vezes estamos usando a máscara de religiosidade.
A insensibilidade nasce no coração de forma imperceptível inicialmente, vai se instalando na mente e manifesta nas situações corriqueiras da vida.  Até nossos sentidos são afetados, não conseguimos ver, nem ouvir.
Éramos assim antes de Deus nos tornar sensível ao seu chamado.
O profeta Isaías diz: "Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo." (Isaías 6:10) 
Será que depois dessa mudança de vida, nos tornamos novamente insensíveis?

Pense nisso!


Pastor Edson Sobreira Alves

Nenhum comentário: