segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CARPE DIEM + CORAM DEO

“Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.” (Salmos 16:11). 

O salmista expressa a ideia de duas palavras: a primeira é Carpe diem é uma expressão latina que significa aproveitar cada momento da vida com toda intensidade, mas isso não poderia acontecer sem outra expressão latina Coram Deo, que significa vivendo na presença de Deus.
 Não há uma dicotomia entre essas duas expressões. Há uma dependência total da criatura em relação ao Criador. O homem busca com toda intensidade viver uma vida plena, aproveitando ao máximo do chronos. Suas 24 horas por dia, se fosse possível, poderia ser dobrada. Cada dia parece que o tempo não é suficiente para as realizações humanas. O mundo tecnológico, pós-moderno, tem transformado nossos hábitos, chegando ao ponto de achamos que as coisas simples da vida não são importantes.
O homem está mais introspectivo, vivendo individualmente em seu próprio Cosmos.  Por outro lado ele busca, ou pelo menos tenta, viver socialmente, sim, pois característica é uma necessidade intrínseca gravada no coração, mas que tem sido perdido neste capítulo na história da humanidade, por causa do pecado. As pessoas procuram justificar seus erros nos outros e vivem de aparência, num contexto politicamente correto e ético em seu ponto de vista, onde se cumprimentam com educação aparente, mas destilam altas críticas na ausência do outro.
Deus nunca foge de nossa presença, nunca se esconde, nunca está longe, somos nós que nos afastamos, buscando uma independência, um autopoder inalcançável. Mas esquecemos de que somos limitados e dependentes. Quando estamos frágeis, debilitados, impotentes, buscamos incansavelmente soluções pragmáticas para nossos problemas, por diversos meios, então quando chegamos às últimas consequências, buscamos o Criador. Portanto, Viver cada dia aproveitando cada minuto com muita intensidade de nossa vida é ter uma vida plena e abundante somente é possível se for à presença de Deus, isso é Carpe Diem somado com Coram Deo.

Pastor Edson Sobreira da IBRM 

sábado, 12 de agosto de 2017

SER PAI É...

A projeção de ser pai começa quando você vê Deus direcionando sua vida para um relacionamento com uma jovem que venha ser sua esposa. Ser pai é ver seu primeiro filho nascer, é ver seu segundo filho nascer, é ver seu terceiro filho nascer, e quem sabe ver o quarto, o quinto e assim por diante.

Para muitos ou para todos, ser pai deveria ser participar da vida dos filhos, começando com o trocar de fraudas, fazer o mingal, e isso fiz muito com todos eles. É tirar os dentes de leite com uma linha, isso também eu fiz. Ser pai é cuidar dos filhos nas enfermidades, acordando nas madrugadas. Ser pai é acompanhar os primeiros passos, é ensinar a andar de bicicleta. Ser pai é levar os filhos à escola de bicicleta, de moto e quem sabe de carro. É começar os deixando dentro da sala de aula por não querer deixá-los sozinhos nos primeiros dias, depois deixá-los no portão, e quando já estão na adolescência deixa-los o mais longe do portão possível. Ser pai é brincar com os filhos até tarde da noite, enquanto não pegam no sono, mesmo que você esteja se sentido cansado e com muito sono, é ler histórias em suas camas antes de dormir. Ser pai é entender que o filho é uma extensão de sua vida, mas que talvez não seja igual a você. Ser pai é saber que um filho não será igual ao outro, mas que devemos dispensar o mesmo amor para com cada um. Ser pai é saber que tudo o que fazemos ou falamos será imitado pelo filho. Ser pai é amar a esposa e demonstrar isso aos filhos, assim se sentirão seguros. Ser pai é orientar os filhos para vida, para o mundo. Ser pai é amar a Deus sobre todas as coisas, é amar acima dos filhos, demonstrando isso todos os dias. E assim poderemos amar verdadeiramente nossos filhos, mostrando a importância de colocar Deus em primeiro lugar. Ser pai é ser grato a Deus pelo presente, pelo privilégio, pela responsabilidade, pelo milagre de gerar, e criar filhos nos caminhos do Criador. Ser pai é mostra que só existe um único caminho para a vida. O caminho que é a verdade, que é vida, que é Jesus Cristo. (Pr. Edson Sobreira Alves).

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A ESPIRITUALIDADE SEM DEUS


Lendo uma entrevista com o filósofo americano Sam Harris na revista “Veja”, foi interessante notar que ninguém neste mundo vive sem certa religiosidade, até o ateu que se autodenomina ateu é um ser religioso. Podemos questionar religiosidade na forma. Primeiro é preciso ver o que define religião, fé e crença. Averiguar porque o homem busca religião. E necessário entender que a fé exige um objeto de crença, assim como a religião. A grande diferença da fé é que podemos crer e ter a certeza daquilo que nós não vemos, mas que um dia veremos face a face. A religião está ligada mais nos atos religiosos, os rituais e normalmente estes atos são repetitivos, sem fundamentos e objetivos, fazendo por fazer porque os outros fazem ou porque você faz parte deste grupo, por tradição, porque meus avós faziam, então, por que não fazer? Nesse sentido o ser humano quando volta a pensar fica perdido, porque perdeu o sentido. Que sentido seria este? O sentido da vida. Qual seria o propósito da vida? E como a fé, a crença, ou a religião pode auxiliar nesta busca de respostas? Não é atoa que vivemos! E nós não vivemos apenas por viver. E se alguém acha que é isso, esse tal é insano e está totalmente enganado. Há um propósito, e com certeza é um grande propósito. Infelizmente entrevistas como estas, que trazem somente um ponto de vista levam à formação de opiniões unilaterais que deixam os leitores ainda mais perturbados ou se entregam aumentando as fileiras de um povo que segue a multidão sem questionarem.
O filosofo, escritor e neurocientista americano Sam Harris que publicou “O fim da fé” ou Morte da fé, em 2004, ele tinha uma cosmovisão que perturbou seus pensamentos, como muitos filósofos ateus que propagam suas convicções e tentam chamar atenção para seu próprio eu.  Ele diz que a espiritualidade deve ser distinta da religião. A maioria dos ateus que questionam Deus, que indagam sua existência, teve uma infância conturbada que envolveu a religião, a crença, a fé e a frustração. Eles chegaram a um ponto crucial de suas vidas, onde tiveram alguma grande decepção, alguns conflitos, e por não terem uma orientação adequada acerca do propósito da vida tomaram posicionamentos radicais. Vi isso recentemente quando tive uma experiência de um professor no curso de mestrado em ciência das religiões na Universidade Federal da Paraíba. Ele se dizia ateu tibetano, e estava cursando o pós-doutorado em filosofia das religiões.  De origem católica, demonstrava uma aversão total pela religião, mas o mais interessante é que ele confundia cristianismo com catolicismo, e falava coisas absurdas sobre o cristianismo sem conhecer profundamente o que é realmente cristianismo, ele pegou no meu pé, por ter um posicionamento contrário ao dele. 

Voltando ao Harris, ele foi filho de mãe judia e pai Quaker, imagine a mistura na cabeça da criança.  Foi fazer filosofia para concertar seus traumas e terminou fazendo doutorado. Sim! Uma pessoa com doutorado tem uma visão mais ampla, e praticamente todos o ouvem, ele pode falar o que quiser.  A mensagem básica de Harris é que devemos questionar livremente a ideia de religião e que realmente não necessário meditar com uma religião. Ele diz que não precisa de Deus para buscar certa sensação de prazer e felicidade. Sua primeira experiência foi com LSD, e depois com meditações budistas.  Os que se enveredam com drogas formam um grupo com hábitos que chega a caracterizar uma religião e também budismo é religião. É importante, também frisar o seu questionamento ateísta sobre a veracidade da Bíblia inspirada por um Deus Onisciente.  Suas convicções são infundadas, por não conhecer o autor e consumador da nossa fé. O verdadeiro cristianismo vai além das religiões, pois ele não busca êxtase para satisfação individual em uma meditação, mas busca uma harmonia coletiva de adoração, baseada numa verdade absoluta.

Pense nisso!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

INSENSIBILIDADE CRISTÃ


Vivemos num mundo pós-moderno em que, inevitavelmente e gradativamente estamos se moldando em formas de diversos tamanhos, das quais tem o formato, individualista, hedonista, pragmática, etc.
As pessoas se tornam individualistas porque se deixaram levar em uma tendência circunstancial de não pensar senão em si, buscando uma liberdade de toda solidariedade com seu grupo social, e desenvolve excessivamente o valor e os direitos do indivíduo. Tornam-se hedonistas, porque buscam incessantemente pelo prazer como um bem supremo. Tornam-se pragmáticas para pular etapas considerando a utilização prática em oposição à teoria, analisando as coisas através de uma abordagem pragmática. Utilizando a filosofia utilitária, onde a corrente de pensamento que se pauta no uso prático de uma ideia, como o principio básico de sua verdade e êxito.
E quais são os reflexos de tudo isso? Quais são as camadas da sociedade que absorvem tudo isso, que não questionam, que não avaliam, que não discernem? Todas as camadas sociais.
Qual é o conceito de insensibilidade? É condição ou particularidade de quem (ou do que) não é sensível aos estímulos físicos: insensibilidade ao calor. Que não se consegue emocionar; que não consegue ter sentimentos amorosos, afetivos, etc.; indiferença. Falta de percepção; indiferença aos detalhes de teor estético ou intelectual. Quando assiste a um filme dramático não consegue derramar lágrimas.
Por que nos tornamos insensíveis?  A insensibilidade surge quando, em nosso ponto de vista, em nosso conceito algo se torna monótono, repetitivo, onde perdemos o interesse, por parecer que aquilo se tornou sem muita importância para nós agora.  Sempre queremos algo novo e deixamos de perceber que muitas coisas antigas tem seu valor mesmo no âmbito atual de nossa era tecnológica. A insensibilidade nos prega uma peça, e não conseguimos enxergar verdadeiramente os valores que estão por trás de tudo aquilo, não conseguimos discernir o que é mais importante, que é prioridade.
A conotação da palavra “sensibilidade” ao longo do tempo ficou atrelada mais a quem é emotiva, assim também essa palavra ficou mais ligada à mulher, que é considerada mais sensível, que se derrete facilmente em qualquer circunstância que exige mais emoção. No entanto a sensibilidade faz parte do ser humano, quer seja homem ou mulher.
Talvez você que é jovem, seja insensível com o mais velho, então sugiro que procure conversar com um idoso em sua calçada, sentando com essa pessoa, por pelo menos uma hora. Talvez você diga que não tem tempo para isso, mas se o fizer verá o quanto é importante ser sensível nessa área.
Sempre achei interessante conversar com idosos, eles sempre tem algo a nos ensinar. Hoje já estou ficando velho (54 anos) e já percebo que há insensibilidade da parte dos jovens em minha volta, já está sendo expressivo.
Não somos insensíveis somente com os idosos, somos insensíveis com nossos pais, com nossos filhos, com nossos cônjuges, com os mais pobres, com os mais ricos, com os mais cultos, com os menos cultos, com os descrentes, e com os crentes.
Por que somos insensíveis com os outros? Porque não conhecemos aquele que teve a sensibilidade com toda sua criação. Que olhou para o homem caído indigno de sua presença, e mesmo assim se preocupou com ele. A insensibilidade está atingindo nosso relacionamento com Deus.
A insensibilidade mascara os sentimentos verdadeiros e nos deixa com corações duros e egocêntricos.  Jesus foi sensível com as situações de todos aqueles que o procuravam e deu oportunidades, nas quais alguns aproveitaram e outros deixaram escapar. Ele foi sensível com a mulher fenícia, com a mulher samaritana, com o fariseu, com o publicano, com a prostituta e com o jovem rico. Todos tiveram o prazer de sentir a demonstração do Criador em sua atitude de reconhecer suas necessidades.
Nossa insensibilidade no contexto atual mostra que não conseguimos absorver um dos ensinos mais importantes para nossa vida cristã.
Não suportamos a insensibilidade dos outros, porque temos a mesma atitude, e não conseguimos enxergar, na maioria das vezes estamos usando a máscara de religiosidade.
A insensibilidade nasce no coração de forma imperceptível inicialmente, vai se instalando na mente e manifesta nas situações corriqueiras da vida.  Até nossos sentidos são afetados, não conseguimos ver, nem ouvir.
Éramos assim antes de Deus nos tornar sensível ao seu chamado.
O profeta Isaías diz: "Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo." (Isaías 6:10) 
Será que depois dessa mudança de vida, nos tornamos novamente insensíveis?

Pense nisso!


Pastor Edson Sobreira Alves