sábado, 23 de novembro de 2013

TOMANDO DECISÕES À LUZ DA VERDADE


“A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda decisão”. Provérbios 16:33.
Como podemos tomar decisões corretas?
Decisão é algo inerente ao ser humano, uma decisão pode ser tomada individualmente ou em conjunto, mas qualquer decisão que tomamos afeta diretamente ou indiretamente, positivamente ou negativamente a nossa vida e também daqueles que estão em nossa volta.
Nem sempre tomamos decisões corretas, devido à falta de paciência, falta de uma análise mais profunda sobre o objeto de decisão que deverá ser tomada. Também, na maioria das vezes, não pensamos nas consequências, pois agimos muitas vezes pela emoção e imediatismo. Uma decisão errada pode tomar proporções catastróficas.
Como podemos tomar decisões corretas? Nossas decisões são tomadas geralmente diante da justiça moral. Se nós analisarmos nossas decisões diante de um julgamento para se decidir uma punição ou uma disciplina corretiva. Quando alguém inflige uma lei moral, chegamos à conclusão que o mesmo deve ser disciplinado por isso. Mas, que tipo de punição deverá ser aplicada? E como podemos ter a certeza que a punição ensinará o infrator a refletir em seu erro e leva-lo a não cometê-lo mais? Até que ponto se usará uma disciplina na medida correta? E se não, ao invés de curar poderá destruir totalmente o individuo. Quando tomamos decisões baseadas somente em nossos pressupostos e emoções poderemos tomar decisões erradas, pois agimos com o coração que é enganoso (Jeremias 17:9). Todas nossas decisões não devem ser tomadas de forma imediata, nem baseadas somente em nossa sabedoria, mas na sabedoria que vem do alto (Sl 144:7). Toda decisão tem que ser analisada profundamente e ao buscar a sabedoria que vem do alto, tem que haver uma profunda comunhão com o Criador para ter a harmonia com vontade de Deus e assim tomarmos decisões corretas. Isso exige intimidade com o Criador que deve ser uma das características principais do cristão.
 Será que com nossas decisões precipitadas, estamos prejudicando nossos relacionamentos uns com os outros? O mundo é caído, mas o mundo cristão é regido pelo Rei dos reis e o mesmo está sempre pronto para ser consultado. Devemos analisar nossa comunhão entre cristãos que deve ser caracterizada pela harmonia, pois é regida por uma só fé e um só Espírito e isso deve nos unir e não nos separar.
Em que estamos errando? Que decisões foram tomadas e quais consequências tem sido desastrosas? Decisões erradas são tomadas geralmente pela falta de harmonia ou comunhão em um grupo. Nossa comunhão uns com os outros está correta? Há um comprometimento verdadeiro entre os irmãos da família de Deus? Será que não estamos sendo egoístas, “eu sou líder de minha igreja e ela está bem, por que vou me preocupar com os outros” será que esse é meu pensamento? Estaremos pensando somente em nosso bem estar, enquanto que nossos irmãos vizinhos estão passando por necessidades e não nos preocupamos? E ainda, por cima, quero justificar essa não comunhão e não harmonia com os outros por coisas mínimas que não interfere na nossa fé e nossa doutrina e que estas pequenas coisas são levadas a sério e não deveriam, e é justamente por estas coisas que desencadeia divisões e insatisfações?
 Se esses pensamentos permeiam nossa comunidade, nossa cidade, nosso Estado, temos grandes problemas que repercutem negativamente na obra do Senhor. Como podemos ter uma comunhão entre nossas igrejas se não há uma comunhão entre os líderes destas igrejas? Nunca devemos tomar decisões com a minoria, e às vezes nem com a maioria, mas devemos analisar a história, os testemunhos, as experiências dos mais experientes. O mundo cristão não deveria ser desunido, se nós lutamos contra nós mesmos então não estamos em um só reino, pois um reino dividido não subsiste (Mt 12:25) e no Reino de Deus há um só Rei, um só Senhor, o Senhor Jesus Cristo.
“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida”. (Tiago 1.55).
Pastor Edson Sobreira Alves

Igreja Batista Regular em Mangabeira – João Pessoa - PB

terça-feira, 11 de junho de 2013

Ele conheceu você antes da fundação do mundo.

“Porquanto aos que de antemão conheceu”, Romanos 8:29a. Quando o apóstolo Paulo nos fala através da epístola aos Romanos no capítulo 8 sobre a predestinação, em nossa mente, ficamos indagando do porque de termos sido escolhidos por Deus para sermos salvos. Olhamos em nossa volta e vemos uma multidão de pessoas benevolentes que poderão ir para a eternidade sem Deus. Mas Deus me escolheu, não por presciência, no sentido de saber que eu aceitaria o chamado de Deus, ou seria um pastor de uma de suas igrejas, mas pela pura misericórdia dEle. Na carta de Paulo aos romanos 8 encontramos a chamada “Corrente Dourada” que é formada pela presciência, predestinação, justificação e glorificação. A palavra presciência é instigante para muitos teólogos que tem discutido sobre a escolha de Deus, de algumas pessoas que foram separadas por Ele para fazer parte de Sua família por adoção como filhos e assim também sendo coerdeiros com Seu Filho, Jesus Cristo (Romanos 8:17). Portanto, expresso em algumas linhas abaixo meu conceito de presciência, tudo isso serve para mexer mais nossas mentes e refletirmos em nossa gratidão ao Criador pela tão grande dádiva que nos foi dada gratuitamente. A presciência, traduzida por “de antemão conheceu” significa que Deus em sua Onisciência já tinha um relacionamento com aqueles que ele escolheu. O amor demonstrado por nós neste tempo presente já acontecia na eternidade passada antes da fundação do mundo. O tempo para Deus não é dividido em passado, presente e futuro como nós entendemos. Assim, quando Ele nos vê, Ele já sabe todas as coisas que pensamos e que estamos fazendo e o que iremos fazer daqui a um minuto, isso já aconteceu antes dEle ter dito em algum tempo passado “haja luz” (Genesis 1:3). É incrível! Podemos imaginar que foi nesse momento em que ele nos amou, nos escolheu e que foi independente do que faríamos no nosso futuro. Na nossa mente parece ser inconcebível, mas ficamos fascinados com o que nosso Criador fez conosco, foi muito mais do que entrar em uma máquina do tempo e se tele transportar para nossa geração e nos escolher observando pelo que estávamos fazendo naquele momento. Olhar pra nós no momento em que recebemos Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, no momento em entramos no seminário, que aceitamos ir para o Gambia como missionário, ou quando fomos escolhidos para ser professor na escola dominical. Então Ele voltaria lá para eternidade passada em sua máquina do tempo e registraria em seu computador de última geração o meu nome. Não, não foi desta forma. Deus olha para sua criação e vê tudo acontecendo ao mesmo tempo, passado, presente e futuro e ele consegue distinguir cada acontecimento em cada vida humana ou em qualquer outra parte de Sua criação. Precisamos entender que a escolha que Deus fez por mim ou por você foi algo extraordinário de um ato de misericórdia. Pois nada fizemos para sermos escolhidos, não compramos um bilhete da loteria, não nos escrevemos em um concurso federal, ou universal, não estudamos o assunto para tirarmos boas notas e depois de nossos testes serem analisados pela Trindade, ainda tivemos algumas etapas eliminatórias como testes de resistência física ou espiritual e finalmente veio o resultado: você passou na posição milésima centésima decima primeira. Mas, conseguiu ser chamado, na lista estava o seu nome e assim você passou no teste e foi escolhido. Agora faz parte da família real, a posição mais privilegiada de toda humanidade. Podemos imaginar muitas coisas, mas uma é certa. O nosso Deus é incrível, o Seu amor é incomparável e a sua misericórdia dura para sempre, pois se não fosse assim estaríamos perdidos eternamente. Ele já vivia o nosso presente, já vivia o nosso futuro e já vivia a nossa vida eterna. Pastor Edson Sobreira Alves Igreja Batista de Mangabeira – João Pessoa - PB

segunda-feira, 6 de maio de 2013

SAGRADO E PROFANO, UMA VISÃO CRISTÃ DAS CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES

O fenômeno da religiosidade mundial, leva à necessidade de estudo sobre este fenômeno. Os recentes estudos sobre a ciência da religião abre um leque para uma visão de uma grande diversidade da religião na história da humanidade. Podemos entender que os estudos recentes são uma pequena cosmovisão de uma realidade complexa que envolve o homem na busca de sua própria realidade. O homem naturalmente é um ser religioso por ser um ser social. As diversas formas de adoração que surgiram ao longo de sua existência mostram essa necessidade. O homem em sua totalidade ainda não encontrou a verdadeira forma e o verdadeiro motivo de sua necessidade de adorar algo superior a si próprio. Como um cego tentando achar um caminho que o leva a um objetivo real, o homem fica atirando para todos os lados tentando acertar o alvo. Através de seus próprios sentidos, ele direciona aquilo que acha que é verdadeiro para ele, mas sempre isso é direcionado para sua própria satisfação. A verdadeira adoração não busca nossos próprios interesses. Enquanto o homem não for tocado pelo seu próprio Criador (Deus) ele não enxergará o alvo. Então, ficaram buscando adoração naquilo que entende e que vê.
Na introdução de seu livro “O Sagrado e Profano” 1992, Mircea Eliade fala da nulidade do homem de ser não mais do que uma criatura e dá o exemplo de Abraão falando com Deus pouca da destruição de Sodoma e Gomorra, Eliade cita Genesis 18:27, isso não significa nulidade, mas na realidade somos realmente cinza e pó, Moisés está falando do corpo após a morte. Ele não vale mais pra nada, ele se transforma em pó que corresponde de onde fomos constituído do pó da terra. Todos os componentes da terra constitui o corpo humano isso é pura ciência. A qualidade do homem não deve ser baseada somente em sua matéria que um dia se acaba e vira pó.
Eliade falando sobre a hierofania não entende que quando o homem adora a criação (elementos da natureza), como pedra ou árvore, mesmo tentando mudar o direcionamento real do material, o homem pode dizer: “a pedra ou a arvore é uma representação”, ele acaba depositando toda sua confiança no objeto inanimado, como projeção do sagrado, mas isso, sendo indireto, acaba tornando-se direto, eles estão deixando de adorar o Criador. Não há necessidade de adorar a natureza, pois a verdadeira adoração tem que ser direcionada àquele que fez todas as coisas. O homem sente a necessidade de adorar algo, mas sua adoração é deturpada porque a natureza não tem superioridade sobre nós.
Não podemos separar o homem inserido na sociedade aparte do homem religioso, todo o homem é religioso, o ateu é religioso.
Eliade ao citar outra passagem bíblica tentando mostrar o espaço utilizado pelo o homem sagrado. Ele cita um contexto histórico que antecede a libertação do povo judeu da escravidão do Egito. Deus chama a atenção de Moisés (Êxodo 3:5) mostrando seu poder e a separação de um Ser transcendente que se torna imanente, assim voltando a se comunicar com sua criação, intercedendo diretamente na história. Em outra passagem, Jesus falando com a mulher samaritana (João 4:7-30), ele diz que não há lugar específico para adoração nem neste monte nem em Jerusalém adorais o Pai. Isso mostra que também o homem está equivocado em separar lugares e objetos sagrados para a adoração.
Pastor Edson Sobreira Alves
Igreja Batista Regular de Mangabeira – João Pessoa – PB.