sábado, 11 de setembro de 2010

11 de setembro, perdido no tempo e os dias continuam sendo maus.




Olhando no passado e observando os acontecimentos que marcaram a humanidade podemos lembrar-nos do ataque às “torres gêmeas”. O acontecimento ficou marcado por uma demonstração de desumanidade da espécie humana. Os dias são maus.

Paulo escrevendo aos Efésios fala sobre o tempo e os dias, ele diz: “remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5:16).

A palavra "remir" traz a ideia de fazer uso sábio e sagrado de cada oportunidade para fazer o bem, de tal forma que o zelo e o bem que se faz é de certo modo o rendimento em dinheiro pelo qual nós fazemos nosso o próprio tempo.

Em que ponto o ser humano chegou para chamar a atenção dos próprios interesses? O ataque ao “World Trade Center” marcou um novo início, uma nova etapa da humanidade. Os medos, o terrorismo, marcaram o cotidiano dos homens na vida moderna.

Mas, maior do que um ataque fulminante em um pequeno espaço de tempo que tirou a vida de milhares de pessoas e marcou muitas famílias que tinham seus parentes naqueles fatídicos prédios, naquele determinado momento, aquelas pessoas que tinham sonhos que foram interrompidos na amarga demonstração de poder diante da mídia, dos meios de comunicação refletindo as opiniões de todo o mundo sem chegarem a uma realidade do que e do porque que tudo aquilo havia acontecido, mas o que sabemos em nosso íntimo, é que aquilo foi somente o começo de tragédias maiores que os homens estão semeando, como uma panela fechada sem válvula de escape prestes as explodir.

Enquanto uma parte dos governantes se preocupa em defender seus próprios interesses, milhões de pessoas morrem em todo o mundo sem que a mídia divulgue. São pessoas que não tem acesso a uma vida digna de habitação de alimentação, saúde e educação. Um grande percentual da humanidade que tem longevidade diminuída, marcada pela insensibilidade de uma minoria que detém o poder. Usufruem das dadivas da vida pela conquista do dinheiro que a maioria adquire trabalhando para serem transferidos em beneficio da minoria. Mas não estou fazendo aqui uma política demagógica. Também quero que fique bem claro que a maioria sofre não somente pelos governantes que tem, mas principalmente porque não ligam, não buscam o Criador, o Deus soberano.

O ataque das torres gêmeas significa muito pouco depois que se passaram nove anos. As pessoas no momento do acontecimento ficaram perplexos, paralisadas, como alguém que é pego de surpresa. Mas esqueceram de que o resultado disto foi algo que vinha se acumulando ao longo de anos. O egoísmo, a ganancia, a corrupção, a falta de perdão, o ódio insano, a falta de amor.

Todos estes fatores fazem parte dos conceitos errados que o ser humano enfrenta em nossos dias e foram inseridos na sociedade como algo comum diante da insensibilidade e incapacidade de discernir o bem do mal, com mentes cauterizadas por informações que recebem diariamente através dos meios de comunicação. Para a sociedade qual é a diferença em jogar aviões contra um grande prédio com milhares de pessoas dentro e o desprezo de uma nação onde milhares de crianças morrem de fome e doenças todos os dias. As pessoas não sentem mais nenhuma diferença diante de um homem morto queimado na calçada e um pobre cão morto atropelado e jogado na calçada.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos chama a atenção constantemente no dia-a-dia de nossas vidas. A busca da Paz não está no mundo, mas nEle, que deu a vida para o resgate de muitos.



Paulo inspirado pelo Espírito Santo disse corretamente: “os dias são maus”.



Qual o resultado esperado? Dos filhos que desobedecem aos pais, que pensam no individualismo, que ficam enclausurados em seus quartos, grudados à noite toda na internet, batendo papos virtuais sem fundamento, ouvindo músicas que só fazem ruídos estridentes e não tem nenhum conteúdo edificante, que não estudam adequadamente, que não se alimentam adequadamente, que saem para as ruas e voltam no outro dia, que se drogam e acham isso normal, que praticam sexo sem discernimento e fora do casamento. Que não vão à igreja, que não estão envolvidos com o programa da mocidade da igreja. Que não oram que não leem a Bíblia. Esse perfil seria dos ímpios, mas parecem que está sendo dos que se dizem discípulos de Cristo.

A bomba está sendo fabricada, dia após dia, o estopim já está quase sendo acesa, estaremos prontos para mais outras explosões? Ficaremos atônitos novamente, perplexos com o que poderá acontecer?

Como evitar mais outra tragédia?

“remindo o tempo, porque os dias são maus.” Efésios 5:16.

Pense nisso!

Pastor Edson Sobreira Alves

Igreja Batista Regular Maranata – Crato - CE

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A sensibilidade da nossa fé é baseada na misericórdia e graça do Criador

Não é atoa que o apóstolo Paulo entregou sua vida de corpo e alma para ser qualificado ao ministério da Palavra (1 Coríntios 9:27). Considerou tudo o que fez e o que foi antes de sua conversão como algo insignificante. Ele descobrIU o verdadeiro tesouro, para ele não importava mais nada, o seu objetivo era ser igual a Cristo e glorificar o Seu nome.

Quantos de nós reconhecemos o que Deus fez por nós? Não recebemos a punição que nos era devido, isso é a grande misericórdia dEle, a infinita misericórdia que dura para sempre( Salmo 118:1-4). Paulo reconhecia a sua insignificância, e a sua condição antes de sua conversão. Ele era blasfemo, arrogante, perseguidor implacável dos cristãos (1 Timóteo 1:13). Quantas vidas foram encarceradas por ordem dele? Quantas famílias destruídas. Foi por isso que ele se autodenominou o principal dos pecadores.

Ele enxergou a misericórdia de Deus em sua vida. Ele foi resgatado do engano, da lama, da perdição eterna. Ele foi colocado na posição mais sublime, que até os anjos queriam estar (1 Pedro 1:12). Como pregador do Evangelho aos gentios ele cumpriu o proposito de Deus para com a sua vida até o fim. A graça que o Senhor lhe concedeu foi o contentamento. Paulo era contente em qualquer circunstancia, ele sabia que sua coroa estava guardada, garantida e o tesouro que o esperava, ele já podia sentir em sua vida.

Quantos de nós estamos preocupados com circunstâncias em nossas vidas. Quanto vou ganhar? qual o plano de saúde? Meus filhos irão estudar em um bom colégio, irei possuir um carro zero? Minha casa terá quantos quartos? Quantos banheiros? Nas férias poderemos viajar para Paris? Paulo não pensava nisto. Ele queria fazer a vontade de Deus a todo o custo.

Hoje vemos alguns seminaristas que já anseia ao termino de seu curso, pastorear uma grande igreja para ganhar bem. Paulo não perguntou quanto ganharia quando foi arregimentado por Cristo Jesus. Nós também fomos arregimentados pelo grande general.

Temos que ser sensíveis ao que Deus fez por nós, muitos cristãos não tem mais esta sensibilidade, os nossos dias são diferentes, desumanos, podemos notar que a igreja tem sido transformada e influenciada pela modernidade que traz de forma sutil o veneno mortal do inimigo que foi camuflado e subestimado por praticas erradas de algumas igrejas que o trataram como um indefeso “amarrado” e preso. No entanto, ele esta solto rindo daqueles que perderam a sensibilidade de discernir o bem do mal que os rodeia e daqueles que não reconhecem a misericórdia a graça do Criador.

Paulo tinha esta sensibilidade, pois estava em sintonia com seu Senhor constantemente, recebeu instruções e as cumpriu cabalmente até as ultimas consequências. Ele tinha o discernimento de tratar com reis e filósofos, mendigos e carrascos sem perder a convicção do que acreditava. Podia louvar a Deus cantando hinos em meio a correntes e dizer em alto bom som as maravilhas do Evangelho do Senhor Jesus (Atos 16:25-33).

A misericórdia do Criador é suficiente para deixarmos tudo e servi-lo, pois saímos de uma grande condenação. E é gratificante fazer parte da grande obra do Senhor, sendo usado para resgatar vidas com a apresentação do Evangelho. Isso basta e é o maior tesouro de nossa fé.

Pense nisso!

Pastor Edson Sobreira Alves

Igreja Batista Regular Maranata – Crato – CE.