segunda-feira, 21 de março de 2011

FÉ SOBRENATURAL, MAS RACIONAL.


Li em um outdoor: “como sua fé, você pode transformar sua vida com um sorriso”.

Um sorriso pode ser espontâneo, mas a nossa fé não a temos quando queremos. Você não pode determinar em um momento de sua vida eu quero ter fé. Ela é um resultado, uma consequência daquilo que conhecemos. Fé é convicção da verdade de algo que existe e não vemos. A fé não é baseada em algo desconhecido ou duvidoso. A fé é a certeza daquilo que não vemos, mas mesmo assim sabemos que existe. A fé é a esperança daquilo que ainda não aconteceu, mas sabemos que irá acontecer. (Hebreus 11:1). A fé está ligada em uma crença. Mas qual é a verdadeira fé?

Quando somos criança, confiamos em nossos pais, temos fé em quem conhecemos, eles nos leva onde eles querem, podemos atravessar uma rua movimentada com os olhos vendados, somente de mãos dadas com eles, ou pular em seus braços sabendo que não nos deixarão cair, vestimos as roupas que eles compram para gente, e cortarmos os cabelos do jeito que eles acham melhor.

Quando chegamos à adolescência começamos a confiar em nós mesmos, ninguém mais tem razão sentimos que só nós somos donos da verdade, vestimos o que achamos que é bonito, mesmo sendo ridículo, cortamos e penteamos os cabelos do jeito da moda mesmo sendo horrível.

Quando chegamos à fase adulta confiamos totalmente em nossas forças, nosso trabalho, nosso dinheiro, nossa sapiência. Agora sim! Somos os donos da verdade. Quando ficamos velhos perdemos tudo isso, seremos levados novamente de um lado para o outro por outras pessoas, vestiremos roupas de qualquer jeito mesmo fora de moda, cortaremos os cabelos não importando se ficará feio ou bonito, isso é se ainda o tivermos.

A nossa confiança, a nossa fé gira em torno de nós mesmos, em torno de nossa cosmovisão. Mas, em determinado tempo perceberemos que ficaremos frustrados, pois tudo aquilo que nós acreditávamos não nos levou a nada. Toda a nossa vida é baseada naquilo que conquistamos durante toda ela. Mas percebemos que o ter nunca foi satisfeito, aquilo que é novo no momento nos dá alegria, mas logo perdemos essa euforia. E logo queremos outro algo novo. Tudo isso é baseado na falta de uma fé verdadeira, racional, na pequena fé, ou na fé em algo ou alguém errado.
É possível termos uma fé sobrenatural e ao mesmo tempo ser racional?

Nosso Deus nos proporciona algo acima de todas as coisas, a nossa fé. Ele nos concede, é Ele quem coloca em nosso coração, mas muitas vezes não a desenvolvemos. Em várias passagens Jesus repete que temos pouca fé “Homem de pequena fé” (Mt 6:30; 826; 14:31; 16:8; Lc12: 28). Ele disse certa vez que se tivéssemos uma fé do tamanho de um grão de mostarda conseguiríamos transpor uma montanha de um lado para outro.

Uma mulher suplica a Jesus a cura de sua filha, ela sendo estrangeira, insistiu mesmo recebendo a resposta de Cristo de que ele veio para curar seu povo, então finalmente Ele concedeu seu pedido e disse: “... Ó mulher grande é a tua fé...” (Mt 15:28). Muitas vezes, em outras passagens, ele disse: “vai em paz a tua fé te curou.”.

Devemos pedir ao nosso Deus que aumente a nossa fé. (Lc 17:5)

Cristo encontra um homem e fica impressionado com a demonstração de sua fé, então Ele diz: “Em toda Israel, nunca vi tamanha fé”. O homem pediu a Jesus que curasse seu servo. Ele disse que somente com uma palavra Jesus curaria seu empregado. Dito e feito, o servo foi curado imediatamente (Mateus 8:6-13).

Qual é o tamanho da tua fé? Podemos observar diferentes tipos de fé. Alguns acham que fazer rezas repetitivas irá alcançar aquilo que precisa de forma sobrenatural. A maioria das pessoas na religião romana acha que devemos pedir a alguém que já morreu e que foi piedoso em vida, pois essa pessoa poderá ser intercessora. Outros têm fé em algum objeto que representa alguém, como uma estátua, ou um objeto que tradicionalmente trás sorte, como um pé de coelho, um trevo de quatro folhas ou uma ferradura. Tem pessoas que fazem uma “fezinha” na loteria, pensando em ficar rico instantaneamente e assim solucionar todos os seus problemas. Tem pessoas que tem fé no seu dinheiro.

Por outro lado confiamos em nosso Deus, Ele está disposto a cuidar de nós constantemente, podemos ter certeza de nossa fé no Cristo ressurreto, que morreu por nós está vivo e voltará. Nossa fé está baseada nEle, uma pessoa real que existe, que muitos o viram com seus próprios olhos e foram mártires defendendo uma fé verdadeira.

A fé é o meio de ligação do finito com o infinito, da criatura com o Criador, do homem com seu Deus. Se tivermos fé que Ele existe, devemos desenvolver a nossa fé em Seu conhecimento. A criatura tem que agradar o seu Criador, porque “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6.

Quanto mais conhecermos a Deus, teremos mais fé.

Creia que Cristo existe e Ele voltará para buscar os Seus, espero que você seja um de nós. Tenha fé e isso transformará em alegria e vida plena.

Pense nisso!

Pastor Edson Sobreira Alves

Igreja Batista Regular Maranata – Crato – CE.





quinta-feira, 10 de março de 2011

VOCÊ É DE CRISTO? EXISTE UM GRANDE PERIGO SE CONTINUAR PECANDO.



Por que os cristãos em nossos dias não atentam para as palavras que Jesus Cristo disse e que estão registradas nos Evangelhos?

Sabemos que o temor do Senhor é o principio da sabedoria. E que tudo o que fazemos tem consequências, quer sejam boas ou más.

Estamos curados! Ele nos curou, que maravilha! Fomos perdoados e saímos da condenação (Rm 8.1).

Jesus disse: “Olha que já está curado; não peque mais;...” Aqui Ele está dando uma ordem. Além da ordem, Ele ainda adverte: “... para que não te suceda coisa pior.” (João 5:14).

Cristo curou muitas pessoas, o apóstolo João diz: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.” (Jo 21:25).

Mas existe a cura permanente e a cura provisória. A cura permanente é a cura da reconciliação do espirito, onde a pessoa reconhece o sacrifício feito por Cristo na cruz do calvário e se torna filho de Deus por adoção, saindo da perdição eterna, passando a viver em harmonia com o Criador. Grandes são os privilégios de um verdadeiro cristão, e estes não são passageiros são eternos. Não se limita somente nesta vida, mas se estende na eternidade. A cura provisória é aquela cura somente da carne, mas não cura o espírito, muitos que receberam esta cura de Cristo, não o reconheceram como Senhor e Salvador, essa cura foi passageira.

Se pararmos para refletir nisso, e colocarmos em nossas mentes o amor, a misericórdia de Deus para com nossas vidas, assim poderia responder satisfatoriamente a ordem do Senhor: “não peques mais”. Porque o deixar de pecar depende de uma entrega total ao nosso Deus, somos agora propriedade exclusiva dEle.

Todos nós sabemos que é impossível deixar de pecar, somos pecadores e sempre pecaremos enquanto estamos vivendo neste corpo e enquanto não recebermos um corpo glorificado, isso é uma realidade, mas isso não deve ser uma desculpa. O pecado vem em nosso pensamento, mas ele só se consolida quando agimos em favor do pecado. O homem quando está andando na calçada e em sua direção vem uma mulher vestida indecentemente poderá despertar naquele homem um desejo pecaminoso, mas isso se consolidará se quando ela passar, ele virar a cabeça e novamente contemplá-la, mas no primeiro momento em que o pensamento do desejo vem em sua mente, ele deverá tirar automaticamente pedindo forças ao Senhor em oração imediata, e o Espírito de Deus que habita nele dará o escape. Diante disso, o escape só acontecerá se o homem estiver meditando diariamente nas Escrituras. Muitos cristãos estão encarando sua vida cristã cotidiana sem nenhum padrão. Para estes, ser cristão é ser como qualquer outra pessoa desde que seja boa, honesta, que faça o bem. Assim estará voltando na mesma questão da balança das obras.

O apostolo Paulo faz uma pergunta retórica: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” (Romanos 6:1). Então, imediatamente, ele responde no verso dois: “De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?”.

Estabelecer um padrão de vida cristã não deve ser um legalismo, mas uma obediência ao Senhor que nos resgatou, não devemos apontar o dedo em quem está agindo errado sem que nós mesmos estejamos fazendo uma autoanalise de nossas vidas. Mas, por outro lado, a Palavra de Deus nos ensina a exortar com amor o irmão que está agindo errado diante de Deus.

É interessante como as nossas igrejas estão perdendo a prática da exortação e da disciplina. As pessoas estão se acostumando a pecar e não serem punidas por isso. Então, está se criando uma nova geração de crentes sem compromisso. Quando o pastor vai disciplinar um membro, muitos na igreja acham errado, dizem que não se deve fazer assim, que não se devem contrariar os membros que erram, pois eles poderão sair da igreja.

Deus quer ver um coração quebrantado, arrependido. Aquele que se arrepende de seus pecados e não os repete mais, se assim não for, cairemos nas praticas antigas de religião de nossos pais ou mesmo na nossa de outrora, da confissão ao sacerdote, onde confessamos nossos pecados e estamos livres para reiniciá-los da mesma forma no mesmo dia.

Paulo diz: “Aquele que furtava não furte mais...” (Ef. 4:28ª). Como que você, sendo cristão nascido de novo, sendo agora filho de Deus, continua praticando os mesmos pecados que cometia antes?

Nós não podemos servir a dois senhores, não conseguiremos agradar os dois ao mesmo tempo, só um será agradado. Neste caso Deus não quer você pela metade, Ele quer você por inteiro. Portanto se você acha que consegue servir a Deus e ao mundo ao mesmo tempo está enganado, estará somente servindo ao mundo e não a Deus.

A continuidade do pecado na vida de um cristão o levará a consequências sérias. Cristo disse: “para que não te suceda coisa pior” Nós temos exemplos nas Escrituras de pecados escondidos e não confessados e suas consequências.

É uma advertência séria, principalmente da pessoa de quem vem essa advertência. O Senhor Jesus Cristo nos chama a atenção. Devemos ter muito cuidado com nossas vidas, somos mortos para o pecado. Se continuarmos pecando diante daquilo que sabemos que é errado e insistimos nesta prática. Então acontecerão coisas piores.

Não devemos brincar de ser cristão, fazer parte da família do Criador é algo muito sério.

Pense nisso!

Pastor Edson Sobreira Alves

Igreja Batista Regular Maranata – Crato - CE