terça-feira, 22 de junho de 2010

Tratando o Supremo Criador como “O cara lá de cima”.






Temos que ter cuidado em tornar alguns hábitos rotineiros de nossa vida de adoração em algo mecânico, por obrigação e estafante, como fizeram os judeus no Antigo Testamento e como fazem muitos religiosos no mundo contemporâneo. Na história do povo separado que Deus escolheu para ser exemplo para outras nações. O povo da tribo de Israel teve uma vida cíclica, com altos e baixos, com idas e vindas, foram para Egito, voltaram do Egito, foram para a Babilônia, voltaram da Babilônia, foram presos e foram soltos, desobedeciam e obedeciam. Mas sabiam que quando obedeciam tudo estaria bem e mesmo assim desobedeciam. Quando tudo estava bem se esqueciam de Deus e quando estava mal clamavam por misericórdia. Será que em nossos dias não acontece mesma coisa? Quantas pessoas que estão sendo abençoadas financeiramente, fisicamente agradecem a Deus de uma forma mais intensa? Quantas pessoas que estão felizes com suas vidas abastadas estão se dedicando mais a Deus? Podemos ver o contrário, são justamente estas pessoas que não tem tempo de adorar o Criador, que estão ocupadas com seus negócios, com suas belezas, com sua posição, com seus interesses. Somente quando são abaladas por circunstâncias adversas, estarão de alguma forma buscando o auxilio do Senhor. No entanto, os pobres fazem o mesmo, em sua miséria não busca o Deus verdadeiro enquanto se pode achar, e vivem tateando na escuridão de suas angustias e desesperos, mendigando o pão sem auxilio.

É desta forma que a justiça de Deus age naqueles que não reconhece Sua soberania. Nosso Deus age de forma justa naquelas pessoas que não o buscam como deveriam, que não O louvam como Ele merece. São pessoas que estão envolvidas com seu próprio “Eu”, seus próprios interesses, sua busca do ter e do poder. Ficam sobrecarregadas nesta luta constante de satisfazer seu ego, destruindo vidas. No livro de Malaquias o Senhor Deus diz que tem amado seu povo, mas eles não têm reconhecido a graça de seu Criador. “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou seu pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? – diz o Senhor dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome? (Malaquias 1:6).

Será que não somos iguais aos fieis da época de Malaquias? Será que não estamos desprezando o nome do Senhor, em nossos dias? Será que não estamos tratando nosso Criador e Pai como segundo a Xuxa trata: “O cara lá de cima”. Temos livre acesso de chegar a Sua presença, mas isso não deixa margem para não termos reverência, falta de respeito, temor e tremor estando diante dele.

O apóstolo Paulo diz em sua carta aos Filipenses que devemos desenvolver a nossa salvação, no sentido da santidade, com temor e tremor: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor;” Filipenses 2:12.

Malaquias transmitindo a resposta da pergunta do povo diz: “Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós a nação toda.” (Malaquias 3: 8b, 9). O hábito de fazer algo para a obra de Deus sem zelo, sem amor, sem dedicação, de qualquer maneira, de qualquer forma, mostra o desinteresse a falta de temor e de reverência ao nosso Deus. E caímos nas mesmas condições do povo do tempo de Malaquias. Estamos sendo envolvidos em práticas que não satisfazem o Ser Supremo que deve ser adorado.

Ficaremos de braços cruzados esperando a pesada “mão” de Deus para corrigir as nossas vidas? Estamos preparados para submeter Sua correção?

Quem somos nós? Filhos de Deus? Obedientes ou desobedientes? A sua vida está sendo consagrada, separada para o seu novo dono? Ou você ainda vive servindo ao antigo dono?

A cada dia somos desafiados a tomar atitudes corretas diante do Criador, nestas decisões somos submetidas a um teste rigoroso, onde devemos ser aprovados como verdadeiros filhos de Deus. Temos em nossas mãos a magnitude do poder arraigado e outorgado em nossa vida, através do Espírito do próprio Deus. O que estamos fazendo com esse poder, estamos O entristecendo?

É interessante que à medida que as décadas vão passando o mundo vai cada vez se tornando mais violento, mais desigual, mais temeroso, mesmo com a tecnologia, com o aumento do conhecimento. E em meio a tudo isso o cristão vai seguindo o mesmo ritmo, amoldando às práticas, e não percebem o seu erro, e ai então perguntamos: em que estamos desagradando a Deus?

Eu não consigo entender um cristão não tendo prazer de ir para uma escola dominical, para aprender mais sobre o Criador, de não ter o interesse de louvar Seu nome no culto à noite, de não ouvir, anotar e meditar na palavra pregada no púlpito, de não ter a alegria de estar em comunhão com outros irmãos que professam a mesma fé. De não comparecer nas conferências das igrejas, de não participar de cursos e treinamentos para servirem melhor ao Pai. E ainda estes que não fazem nada disso se dizem crentes no nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, por outro lado, se forem convidados para um evento na igreja que envolve comida, ou uma apresentação de um cantor gospel em algum show, ai sim! Estarão unanimes ou se um “grande” pregador que nos faz rir, é muito divertido, estarão lá também. Podemos observar em nossas igrejas, se no domingo na escola domingo for antecedida por um grande evento no sábado, a escola estará vazia. Pois, na noite anterior foram dormir tarde, comeram muito, e no dia seguinte tem que "descansar". E se no domingo seu time de futebol for jogar justamente perto do culto à noite, o que acontecerá?

Nessa vida dividida, como podemos adorar, reverenciar o nome do Senhor com nossas vidas?

Muitos perguntarão: “Mas Senhor o que fizemos de errado? Deixa-me entrar na Sua eterna presença?” qual será a resposta do Criador?

Pense nisso!

Pastor Edson Sobreira Alves

Igreja Batista Regular Maranata – Crato - Ce

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A satisfação de comemorar um gol





O futebol no Brasil é o principal esporte apreciado pelos brasileiros. Basta ter um pequeno espaço, não importa o tamanho, e uma bola, não importa se é de couro, de borracha, de plástico, de meia. Combinando estes dois fatores temos um jogo de futebol. A competição de dois grupos motiva as pessoas a torcer por um dos dois times. Aquele que está nos grupos quer ser o campeão, não importa o premio, pode ser uma medalha, uma taça ou simplesmente os aplausos, o reconhecimento de que foram os melhores. Quando o futebol sai do âmbito do campinho, do bairro e vai para o mundo, em uma competição entre as nações a proporção causa uma enorme dimensão. A Copa do Mundo como é chamada trás aos participantes e aos torcedores algo acima do normal. A motivação é incrível, quando o time representando o país vai competir, aquela nação para literalmente. Minutos que antecedem a partida pode-se perceber a euforia de quase cem por cento da população. Estava indo para casa de minha filha, trinta minutos antes do inicio do primeiro jogo da seleção brasileira, as avenidas estavam vazias, quase não havia automóveis circulando, o transito estava fluindo tranqüilamente, mas havia alguns retardatários que estavam um pouco longe do lugar onde iriam assistir a competição e desesperados corriam acima do normal, isso era perceptível.

Por que tanta euforia? O que leva o ser humano a fazer coisas incríveis para satisfazer uma alegria passageira e muitas vezes sem esperança? Que motivo está por trás das pessoas torcerem pelo seu time fazer gols e vencer o adversário? Qual a alegria de um homem em ver seu time ganhar três, quatro, cinco ou seis vezes o campeonato mundial?

Tudo isso se resume em uma palavra, Satisfação. O ser humano busca uma satisfação para sua vida. Mas nem todos terão esta satisfação no contexto do esporte, uns ganharão e outros perderão. Eu nasci em São Paulo, quando pequeno torcia pelo Santos, hoje torço pelo Corinthians, vejo homens e também mulheres torcendo de uma forma acima do normal, o fanatismo é algo irregular na vida das pessoas, tornando-se idolatria. Uns brigam e até se matam pelo seu time, outros entram em depressão porque seu time perdeu. Eu sou daqueles torcedores que posso assistir a uma partida do meu time, sem muita expectativa, se ele ganhar, ficarei contente, se ele perder não ficarei triste. Você pode perguntar se isso tem alguma graça. O problema são os valores e as prioridades colocados em sua vida, o crente naturalmente estará contente em quaisquer circunstâncias. Vejo que o mundo tem buscado essa felicidade e deposita totalmente essa busca em resultados positivos e nunca estão preparados para outro resultado. A troca de valores faz com que as pessoas busquem algo para preencher o vazio que existe pela troca de prioridades.

A satisfação não deve estar centrada somente em resultados positivos. O apóstolo Paulo pediu para Deus um resultado satisfatório para ele, quando ele solicitou três vezes ao Criador tirar o “espinho na carne” e o Senhor disse: “o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza, a minha graça te basta” 2 Coríntios 12:9a. Paulo já tinha uma graça maior, aquela que o tirou do “Inferno”, a Salvação. Ficamos frustrados quando o resultado daquilo que queremos muito é negativo. Isso acontece constantemente em nossas vidas.

Não é errado buscar a satisfação. Os momentos de alegria são validos, vivemos em uma grande tensão neste mundo. Mas, podemos perceber que a busca por alegrias passageiras são mais intensas do que uma busca de uma satisfação eterna. Eu queria ver esta mesma empolgação e motivação das pessoas que busca essa gloria pessoal passageira, onde todos estão reunidos em uma só causa, torcer para que seu time ganhe, indo para a escola dominical, para o culto de oração, para o culto de adoração, para uma conferência bíblica, para a reunião da mocidade, para a reunião dos senhores, das senhoras. Enfim, eu quero ver a mesma empolgação dos verdadeiros cristãos, buscando uma verdadeira satisfação eterna, onde sabemos que a vitória é garantida, onde o nome do nosso Senhor Jesus Cristo realmente é glorificado.

Vá assistir ao jogo de futebol, às partidas do Brasil com seus adversários, torçam, alegrem-se, isso é gratificante, o Senhor nos proporciona estes momentos de alegrias. Mas, não deixe de fazer isso se esquecendo do mais importante. Vá assistir o Deus, o único Deus, suas maravilhas, participem das batalhas espirituais contra as potestades, estejam preparados para enfrentar o adversário, torça por aqueles que estão à frente destas partidas, os pastores, os missionários, os evangelistas. Tenha a plena satisfação eterna de estar em um time que irá vencer. Faça este gol e tenha a verdadeira vitória.

Pense nisto!

Pastor Edson Sobreira Alves

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O cristão tem que ser feliz














É possível viver feliz diante de circunstâncias difíceis?
Por que acontecem tribulações em nossas vidas?
Nossa alegria não é baseada em circunstâncias boas, e nem a tristeza em circunstâncias ruins.

Paulo disse: “Regozijai-vos sempre” (I Tess. 5.16). A alegria é imperativa, é um mandamento apostólico. Se fazemos diferente, então estaremos desobedecendo a Deus.

O crente tem que viver em alegria constante, mesmo que haja momentos insatisfatórios, porque nossa alegria está baseada em Cristo Jesus. Ele é a nossa segurança, nossa satisfação, nossa esperança, nossa vida. Ele é a nossa alegria. O mundo busca segurança em sua própria capacidade, levantando muros, cercas elétricas, câmeras, etc. Mas, mesmo assim se sente inseguro, se sente triste.

As pessoas buscam satisfação nas conquistas de posições, de bens, de poder, e enquanto não conseguem estão constantemente tristes, mas quando conseguem ainda continuam tristes, porque desejam adquirir mais e nunca estarão satisfeitos.

A humanidade almeja esperança, uma esperança no próprio homem. Esperam mudança de comportamento, onde haja união, paz, solidariedade, harmonia, mas pelo contrário, quanto mais o homem adquiri conhecimento do mundo, mais se digladiam para se destacarem e estarem em evidência, neste ínterim, uns poucos se sobressaem e estes dominam a maioria de uma forma ainda escravagista, mesmo com aparências de cuidados, por isso ainda continuam tristes.

O mundo busca vida, mas não se dão conta de que por mais que fazem por si próprios, bucando longividade e aparência, e não se submetem a soberania do Criador, continuarão mortos, e assim, tristes.

Podemos nos regozijar diante das circunstâncias difíceis, primeiro porque somente os cristãos podem fazer isso, segundo porque isso não está baseado em circunstâncias externa que são passageiras, como nosso conforto, nossas riquezas, nossas posições, mas está baseada no poder eterno que habita em nós, quando não deixamos que o Espírito que vive em nós, se entristeça. Esse é o motivo de alegria constante, é o relacionamento com o Criador em constante oração, independente de tempo e lugar, falando com o Senhor, pedindo orientação em todo o nosso proceder e também meditando em Sua Palavra.

O que nos leva a estar feliz em todo o tempo é ter a certeza de que Deus está no controle de todas as coisas. Que mesmo em circunstâncias difíceis, Ele dará o escape, pois Ele não nos permite provações que não possamos suportar (I coríntios 10.13).

Seria como trabalhar duramente várias horas e dias no sol ardente queimando a pele, com sede e fome, sofrendo, mas contente, porque está confiante que a chuva virá para regar a terra, que a semente brotará, crescerá e colherá os frutos no tempo certo. Nossa alegria está baseada na confiança em Deus, na Sua Soberania, no Seu poder, no Seu Amor, na Sua bondade e também na Sua justiça, sabemos que o que plantamos colheremos (Gálatas 6.8).

O Crente deve ser alegre porque deve saber o que planta.

Às vezes recebemos ensinamentos duros do nosso Pai, Ele quer fixar em nossa mente o seu cuidado, o Seu amor.

Ser alegre quando tudo vai bem, até os “ateus” conseguem.

Seja alegre porque o Criador mandou, assim testemunhará com sua vida a alegria de viver em Cristo Jesus.

Pense nisto!

Pastor Edson Sobreira Alves