quarta-feira, 22 de junho de 2011

Por que as igrejas em nossos dias não estão mais valorizando seus pastores?

Vemos muitas igrejas sem pastores, muitos pastores trocando de igreja constantemente. Dificilmente em nossos dias vemos pastores com mais de quinze anos na mesma igreja. Encaramos o pastor e a igreja como um casamento, mas por uma vez ou outra estão praticando o divórcio. Isso é triste!

A banalização da Palavra e comportamentos de falsos profetas generaliza com conceitos negativos até os verdadeiros pastores. “Pastores”, desonestos, caloteiros, oportunistas, espertos para tirar dinheiro dos fieis, pastores mentirosos, adúlteros de diversas denominações “evangélicas” tem denegrido a imagem de pastores sérios comprometidos com a Palavra e com seu povo no qual foram incumbidos de cuidar. Mas, mesmo em igrejas onde o pastor luta por excelência do ensino real da Palavra, com a doutrina correta, e o amor incondicional pelas ovelhas a ponto de sofrer por cada uma delas, tem sofrido injustiças.

As igrejas tem negligenciado o cuidado especial pelo pastor que as pastoreiam. Vemos igrejas sem pastores, porque não querem se submeter aos ministros da Palavra que usam corretamente sua autoridade baseada nos ensinos bíblicos e no exemplo do nosso Senhor Jesus Cristo. Na realidade muitas igrejas tem trocado os valores, tem seguido um padrão mundano de administração, fazendo da igreja uma instituição financeira, uma empresa. Onde o pastor é contratado, mas tem que seguir um padrão determinado e organizado pela igreja de certo grupo que se colocam como “acionistas majoritários”. O pastor passa a ser um simples empregado, um gerente que terá que prestar contas com a diretoria. Diante deste quadro deplorável, vivemos um cristianismo dos últimos dias.

Nas leis dos homens que cada vez mais parecem que sobressai sobre a lei de Deus, a falta de respeito pelo ministro da Palavra nos leva a pensar onde tudo isso irá acabar. As igrejas estão enfraquecidas com a falta da doutrina bíblica, elas estão buscando seus próprios interesses e prazeres que resultam na entrada sutil do mundanismo dentro das igrejas, querem pastores que preguem sobre tópicos que massageiam seus egos. O corpo de Cristo que foi comprado pelo seu próprio sangue, está sendo dilacerado novamente e dividido em vários pedaços. Devemos procurar no meio deste desastre uma parte com vida que possa bombear o sangue para outras partes e assim promover a restauração do corpo. Devemos procurar o coração voltado para a valorização das Escrituras, a valorização dos sérios obreiros que se dedicam e dão suas vidas para ensinar com o amor a verdadeira mensagem da redenção. Hoje não se valoriza mais os pastores que buscam um ministério integral, as igrejas querem acumular mais verbas para investirem em conforto nas igrejas e se esquecem de valorizar o pastor e sua família, esquecem também de valorizar o missionário lá fora que, provavelmente, está passando fome e perseguição por amor aos perdidos.

O pastor que tem que buscar outro emprego para completar seu sustento é uma vergonha para a igreja, principalmente se ela tem condições de proporcionar um salário digno ao obreiro para que ele se dedique a pregação da Palavra e a oração. Vemos pastores fazendo tudo dentro da igreja, preparando o som, abrindo e fechando a igreja, tem que estar no evangelismo, no trabalho com crianças, pintando, visitando, correndo pra cima e pra baixo, se preocupando com os eventos, com o patrimônio, depois de tudo isso sobra pouco tempo para estudar e elaborar uma boa pregação e, ainda por cima são criticados.

Muitos destes pastores passam anos a fio suportando o desprezo de seu esforço em uma dedicação sem limites. Infelizmente, estes chegam a um limite e deixam suas igrejas e passam a procurar um novo rumo, começando tudo de novo esperando para serem colocados no devido lugar de sua integridade.

Como poderemos mudar este quadro? Os cristãos tem que valorizar as Escrituras, os oráculos do Senhor, meditando constantemente e assim lendo o versículo como este que diz: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram... Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.” (Hebreus 13:7, 8,17), em outra versão, vale a pena ver. Com isso quero dar ênfase nestes versículos para que possam aprender por repetição. “Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a palavra de Deus. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé... Obedeçam aos seus lideres e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês.” (Hebreus 13:7, 8,17).

O pastor não tem que no final do mês estar preocupado de como vai arranjar dinheiro para fazer uma consulta, pagar o colégio do filho, pagar agua e luz, colocar combustível no carro. Se ele leva toda esta preocupação ao púlpito, isto repercutirá negativamente nas pessoas que o ouvem. Quantas igrejas têm perdido bons pastores dedicados, porque não deram um apoio adequado, não valorizaram seus pastores?

Quantas igrejas valorizam seus pastores? Quantas têm desprezado seus pastores, e sofreram ou sofrerão sérias consequências?

Você e sua igreja têm valorizado seu pastor?

Pense nisto!

Pr. Edson Sobreira Alves

Igreja Batista Regular Maranata – Crato -CE