sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Vida e Morte


Os dois acontecimentos mais fortes e importantes na vida física e humana é o nascimento e a morte (Dt 30:19). Um traz grande alegria e outro, grande tristeza.  Dois fatos opostos que se atraem pelo fator tempo. Dois pontos estremos da vida que a metida que o tempo passa inevitavelmente atinge o outro lado. Nascemos, vivemos, envelhecemos e morremos, esse é o ciclo natural da vida humana? Não! A princípio, fomos criados para usufruirmos das duas primeiras etapas, nascer e viver. A segunda e terceira surgiu após a queda do homem. A vida é feita de expectativas, sonhos e decisões. Ao longo do tempo em que vivemos tomamos decisões com expectativas de atingirmos nossos sonhos, nossos objetivos, mas quando não conseguimos atingi-los, nos frustramos. Mas, na trajetória da vida não sabemos o futuro, quanto tempo teremos. Vivemos com incertezas e procuramos valorizar nossa vida com intensidade, mas não sabemos viver corretamente. Tomamos decisões erradas, nos alimentamos erroneamente, não praticamos exercícios físicos como deveríamos e tratamos com indiferença nosso próximo. Contudo, queremos viver bem e por muito tempo neste mundo e muitos acham que nunca irão morrer.
 Observando grandes milionários e poderosos neste mundo e até alguns que convivi, pude observar as grandes frustrações já no final de suas vidas. Fico pensando o que adiantou tanta correria, tanta preocupação com seu próprio eu, tanta riqueza, pois nada poderiam levar para eternidade. Os egípcios pensavam que poderiam usufruir de seus bens após a morte física por isso construíram catacumbas enormes, pirâmides não somente para conter seus corpos embalsamados como também suas riquezas, eles pensavam que poderiam usar suas riquezas adquiridas deste mundo, na outra vida (Jo 12:25). O mundo não consegue entender o verdadeiro sentido da vida. A natureza do homem caído trouxe consequências desastrosas não somente para ele, mas para toda a criação. O homem natural não consegue enxergar o verdadeiro sentido da vida, apesar de ter em seu DNA a lei moral gravada em seu coração e pela graça comum dada a todos pelo Criador, alguns conseguem aparentemente serem bons e respeitar o próximo (Mt 5:45).
Mas todos se esqueceram do porque nasceram neste mundo. Nós fomos criados por Deus para sermos seus adoradores, mas por causa do pecado, passamos a adorar a nós mesmos. Ficamos separados do Criador pelo pecado que é uma muralha intransponível ao ser humano. Mas Deus em sua infinita bondade e amor providenciou um Salvador para todos que acreditassem nele. Jesus o Filho de Deus foi e é, a porta, a ponte, a água viva, o caminho, o alimento que nunca se acaba, o esplendor da glória que dá a oportunidade de que cada pessoa possa voltar a ter um relacionamento real de amor com o Criador. Muitos já foram alcançados por essa dádiva da vida. Então, a vida volta a ter um verdadeiro sentido, mesmo que morra terá a vida eterna e um dia receberá um novo corpo, a ressurreição experimentada por Cristo e prometida a todos que se entregam e confiam nele.
Muitos homens e mulheres que viveram e vivem neste mundo e entregaram suas vidas à Cristo, cumpriram e cumprem seu proposito determinado pelo Criador (Ef 3:11).

Conheci um grande homem, grande em muitos sentidos, em sua estatura e em seu amor por Cristo e por sua obra. Dedicou-se a resgatar os excluídos deste mundo que não podiam ouvir os sons da natureza criada por Deus. Ele sabia que estas pessoas tinham que “ouvir” acerca do evangelho e ensinou a muitos sua linguagem. Intensificou a linguagem de sinais, “Libras” nas igrejas cristãs do Brasil e da América Latina. Tive o prazer de participar, junto com minha esposa, de alguns trabalhos evangelísticos de grande intensidade que ele promovia e incentivava, usando “as três portas”, um método que usamos para chamar a atenção das pessoas para ouvir o evangelho. Algumas madrugadas, estivemos no meio de uma grande festa, vendo milhares de pessoas se perdendo em seus desejos em uma pequena cidade do Ceará, Crato. Numa barraca alugada por ele, pregávamos o evangelho chamando a atenção através “as três portas”.  O missionário John Peterson junto com sua esposa “Gina” foram uns dos meus professores no SBC. Nunca me esqueço de uma expressão que ele sempre usava quando me via: “Vá bene”. Ele usava algumas ilustrações, de sua própria vida, em suas pregações que eram muito hilárias, e sempre estava com um sorriso no rosto expressando o amor que ele tinha pelas almas perdidas neste mundo. Grande homem que agora está no lugar mais intenso e maravilhoso da eternidade ao lado do Senhor Jesus.

Pr. Edson Sobreira Alves

3 comentários:

Pr. Sérgio Gledson disse...

Excelente e fiel palavras de louvor e reconhecimento a este ilustre homem de Deus. Ele foi diferente aos que o conheceram por ser próximo aos mesmos, por isso, marcou tantas vidas como a sua e a de toda a nossa família. Sentimos pela sua partida o pesar, por saber que menos dele estão entre nós, mas, felizes por saber que entre muitos iguais a ele será recebido. Sigamos o seu exemplo, pois, certamente era o de Cristo.

Pr. Sérgio Gledson disse...

Excelente e fiel palavras de louvor e reconhecimento a este ilustre homem de Deus. Ele foi diferente aos que o conheceram por ser próximo aos mesmos, por isso, marcou tantas vidas como a sua e a de toda a nossa família. Sentimos pela sua partida o pesar, por saber que menos dele estão entre nós, mas, felizes por saber que entre muitos iguais a ele será recebido. Sigamos o seu exemplo, pois, certamente era o de Cristo.

Pastor Edson Sobreira Alves disse...

Com certeza pastor Sérgio, ele foi um grande exemplo de um servo dedicado na obra do Senhor.